Hábitos, certos hábitos que são
estranhos, mas seguem conosco.
Frases, expressões, gestos, olhares,
manias malucas.
Somos nós.
Fazem parte de nós.
Percebendo-os ou não, eles são a gente.
São da gente.
Provavelmente, alguns morrerão com a
gente.
Pra quê usar palavras ou expressões que
nos diminuem diante dos outros, quando não nos achamos suficientemente bons?
As vezes, o que não é bom pra mim, é
ótimo pra você, quem sou eu pra te dizer o que é bom ou não pra você? Quem deve
saber disso é você, ou estou errada?
Da mesma forma que, quem saberá o
melhor pra mim, serei eu mesma.
Ok, as vezes o que julgamos ser o
melhor, não é. Mas só saberemos se dermos a cara a tapa.
Sabe quando alguém vai terminar uma
relação que está desgastada, e quer fazer o outro se sentir "melhor"
ou “menos pior” e vem com aquele papo de "você é demais pra mim” ou um “eu
não sirvo pra você”, ou “você merece coisa melhor” e dali a uns dias aparece
acompanhado de outra pessoa? Mas pera lá, isso ficou confuso: a pessoa diz que
não serve pra outra, que a outra é demais pra ela, que ela merece coisa melhor,
e isso acaba a engrandecendo, ou diminuindo a pessoa que estiver consigo
atualmente? Agora fiquei confusa...
Acho que é válido ser sempre franco,
dizer o que sente e pensa, sem medo, sem pudor, pois é bem melhor magoar com a
verdade do que iludir com a mentira.
Não se diminua para engrandecer
ninguém.
Não se julgue inferior a ninguém.
Se você não se dá valor, como quer que
alguém o faça?
Não diga que serve ou não serve para
alguém, apenas faça suas escolhas, e se elas não forem compatíveis com as
escolhas de quem você escolheu, paciência.
Mas não se diminua jamais.
As vezes, há muita coisa escondida por
trás de um “você merece coisa melhor”.
Agora paremos pra pensar: quantas vezes
nos diminuímos para fazer outras pessoas se sentirem bem? Será que vale a pena?
Será que é bom se culpar sempre por tudo que deu errado ou não saiu como
queríamos que tivesse saído?
A partir do momento que notarmos essas
manias de nos diminuir, e as mudar, cresceremos.
Velhos hábitos podem sofrer mudanças, e
toda mudança boa é sempre válida!