sexta-feira, 7 de março de 2014

Abrir mão de coisas que queremos, não é fácil.

Abrir mão de sonhos, não é fácil.

Sentir que nadamos, nadamos, nadamos, e morremos na praia, não é fácil.

Sentir que tudo escorrega de nossas mãos como água, não é fácil.

Quando as coisas não saem da maneira que a gente quer, vem a frustração, o sabor de derrota, a tristeza, a impotência...

Vem uma avalanche de sentimentos negativos, como se não fôssemos mais capazes de nada.

As vezes, essa fase amarga passa ligeiramente. 

Outras vezes, ela demora, e demora um bom tempo.

Mas ela passa.

O que acontece é que, quanto mais essa fase ruim demora a passar, mais devemos tentar aproveitar esse momento ruim e tirar o máximo de proveito que pudermos. 

Como? 

Refletindo, fazendo um exame de consciência, analisando se realmente foram as cosias que escaparam como água de nossas mãos ou se não soubemos fazer escolhas sensatas, afinal, quem disse que sempre faremos escolhas sensatas, não é mesmo? 

Na vitória aprendemos muito, mas na derrota, as chances de tirarmos boas lições de vida sempre são enormes, afinal, essas derrotas nos deixam marcas, como feridas, as quais devemos cuidar, e enquanto as cuidamos, é a hora de fazermos a análise e questionarmos os por quês de estamos ali diante daquela situação.

Não entregar os pontos, eis o princípio da volta por cima diante de qualquer situação difícil.

Acredito que refazer ou recriar rotas em nossa jornada chamada vida não é feio, não deve ser visto como uma coisa de quem perdeu tempo ou perdeu algo que investiu em determinada situação que não deu certo.

Recriar e reinventar formas de buscar aquilo que nos faça bem, nos faça felizes, é complicado? 

Sim. 

Quem disse que seria fácil? 

E quando sentirmos aquela sensação de que as coisas escorregam de nossas mãos como água, que possamos lembrar que a água quando escorre por nossas mãos, apenas está lavando a sujeira, para que, com as mãos limpas, possamos receber algo bom, algo novo, algo que nos faça bem...




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